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A grande revelação da noite foi a cantora
sergipana Patrícia Polayne, que conquistou, com sua canção
“Arrastada”, dois prêmios, nas categorias Melhor Música com Letra
(R$15 mil) e Melhor Arranjo (R$ 10 mil). “Vivo da música, para a
música e pela música. A vida toda eu só vivi disso. E a prova de que
nunca estive errada é esse prêmio. Sou mulher, compositora, do menor
estado do Brasil. Sou pequena, mas a gente pode ser muito grande
quando quer e acredita", disse a artista, emocionada, ao receber o
prêmio das mãos de Orlando Guilhon, presidente da Arpub. O Rio Grande do Norte também brilhou. Foi de lá que veio o tecladista, arranjador e diretor musical Eduardo Tauffic para receber o prêmio de Melhor Instrumentista (R$ 10 mil) com “Ingênuo Mestre”, apelido dele e título da música vencedora. “Parabenizo a Arpub pela iniciativa de popularizar a música, a minha e a de todos que estão aqui, pelo Brasil", disse.
A alegria de sair vencedor do Festival também arrancou lágrimas de emoção do clarinetista e trombonista baiano Hugo San, que venceu na categoria Melhor Música Instrumental (R$ 15 mil), com a música "Sinfonia Primeira de Pagode". "Eu amo pagode, é um ritmo da Bahia, maravilhoso e a prova é que foi contemplado aqui. Quero agradecer a Arpub e todos que me ajudaram", disse ele.
E o Rio de Janeiro ganhou mais uma estrela com a vitória de Guima Moreno, que conquistou o prêmio de Melhor Intérprete (R$ 10 mil). "O Festival é uma grande iniciativa. Tem importância para quem aparece na periferia da mídia, traz visibilidade", avaliou o carioca.
SHOWS
Responsável pelo primeiro show da noite, Armandinho parabenizou a iniciativa. da Arpub. “É um prazer estar aqui tocando nesse prêmio que homenageia a música brasileira e revela novos talentos. Esses artistas têm muito o que nos mostrar”
Fernanda Takai, enquanto apresentava seu badalado show Luz Negra, com releituras de canções gravadas por Nara leão, deu um depoimento de incentivo a todos os finalistas. “Eu participei de vários festivais. No primeiro, fiquei em último, depois em segundo, depois em terceiro. Continuem sempre em frente que dá certo”.
A iniciativa do Festival da Arpub também valeu destaque na fala da cantora: “A rádio é o meio mais importante para nós, é o grande veículo de comunicação da música”.
Orlando Guilhon, presidente da Arpub, concorda. "A rádio não morreu com a televisão, só se renovou. As rádios públicas oferecem aquilo que não se encontra em emissoras comerciais e a tendência deste festival, que teve dez estados participantes, é crescer ainda mais".
FESTIVAL
Ao todo, cerca de 400 cantores e compositores brasileiros de diferentes gerações e estilos tiveram suas músicas veiculadas, nos últimos oito meses, em emissoras públicas do país, durante as etapas seletivas estaduais do I Festival Nacional das Rádios Públicas - Arpub. A iniciativa é representativa do momento atual das rádios públicas, que buscam cada vez mais se conectar com as produções artísticas locais, fortalecendo os cenários culturais.
O resultado final do Festival foi decidido por um júri formado por Benjamim Taubkin, (músico, pesquisador e coordenador do Mercado Cultural da Bahia) Kiko Ferreira, (diretor da rádio Guarani FM de MG) e Edson Natale (coordenador da área de música do Instituto Itaú Cultural). O povo também pode votar na sua música preferida pelo site www.arpub.org.br. O voto popular valeu um ponto no cômputo final da votação.
REPERCUSSÃO
Clique aqui para ler o que foi publicado na imprensa sobre o Iº
Festival Nacional de Música da ARPUB.
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Sergipe,
Melhor Música com Letra e Melhor Arranjo: Patrícia
Polayne

Ouça a música "Arrastada":
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Bahia, Melhor Música Instrumental: Hugo San

Ouça a música "Sinfonia Primeira de Pagode":
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Rio de
Janeiro, Melhor Intérprete: Guima Moreno

Ouça a música "Matreiro, Mulato Matreiro :
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Rio Grande do Norte, Melhor Instrumentista: Eduardo
Tauffic

Ouça a música "Ingênuo Mestre":
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